sábado, 1 de janeiro de 2011

Gestão da Tecnologia e da Inovação


A gestão da tecnologia ajuda a organização a preparar-se para o futuro, reduzir os riscos comerciais e as incertezas, aumentando sua flexibilidade e capacidade de resposta. Também possibilita uma gestão de boa qualidade que torna possível uma fácil introdução de novos produtos e serviços. A inovação é um fator essencial em todas essas atividades. Tecnologia e inovação estão intimamente ligadas (COTEC, 1999, p. 11).
A abrangência do conceito de inovação está muito além do simples avanço tecnológico dentro dos centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), embora tenha nestas atividades uma base fundamental. Segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), P&D é “o trabalho criativo realizado numa base sistemática a fim de aumentar o estoque de conhecimento, incluindo conhecimento do homem, cultura e sociedade, e o uso deste estoque de conhecimento para desenvolver novas aplicações” (OCDE apud Perini et all, 2002).
A inovação tem dimensões tecnológicas e organizacionais e necessita estar apoiada por todos os departamentos e funções do negócio. A inovação melhora a eficiência e também pode mudar, de forma significativa, os desenhos dos produtos e os processos, o que coloca a empresa em um maior nível de competitividade e permite entrar em novas áreas de negócios (COTEC, 1999, p. 1).
Segundo o Manual Frascatti, a inovação tecnológica somente é implementada quando introduzida no mercado (inovação de produto) ou usada dentro do processo produtivo (inovação do processo). Inovações, portanto, envolvem uma série de atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais (OCDE apud PERINI et all, 2002).
O TEMAGUIDE do COTEC é um guia que oferece um método para revisar e promover todos os assuntos pertinentes à gestão da tecnologia, se baseia em cinco elementos que mostram a uma empresa o que é necessário fazer em momentos e situações diferentes: prospecção, foco, recurso, implementação e aprendizagem.
De acordo com o COTEC (1999, p. 14), na prática, o modelo pode ser aplicado em projetos, em equipes de trabalho e como uma filosofia geral de gestão. Funcionará tanto em uma empresa estruturada segundo o sistema tradicional funcional, como a uma empresa voltada a processos empresariais.
2.1 Prospecção
Prospecção, ou vigilância tecnológica é o processo de procura por sinais de eventuais melhorias ou inovações perpetradas no ambiente global, que podem ser utilizadas pela empresa para produzir ou substituir um bem ou serviço.
2.2 Foco
O foco é a etapa onde as atenções e esforços se concentram em alguma estratégia particular para a melhora do negócio, ou para a uma solução específica para um problema. As limitações de recursos para a defesa ou o aproveitamento das oportunidades que estas inovações potenciais poderiam provocar, demanda ao gestor o foco nas opções essenciais, condizentes com suas competências centrais. A capacidade de seleção das melhores opções é o grande desafio ao gestor, onde serão exigidas competências e ferramentas adequadas para a tomada de decisão. II Encontro de Engenharia e Tecnologia dos Campos Gerais
2.3 Recursos
As opções feitas no requisito foco demandarão dos gestores adquirirem os recursos para a competição no novo ambiente e/ou paradigma tecnológico. Durante a fase de levantamento de recursos, um grande conjunto de técnicas e ferramentas podem e devem ser utilizadas, tais como: utilização de mapas de competência, busca por informação tecnológica (patentes, bases de dados, centros de competência, etc) em fontes internas e externas à empresa.
2.4 Implementação
A implementação é o quarto requisito ao modelo proposto no TEMAGUIDE. É o período em que a organização inicia o processo de implementar a inovação escolhida. É uma gestão do projeto inovador com vistas ao lançamento de novos produtos e serviços para seu mercado ou no estabelecimento de novos processos internos que gerarão maior capacidade competitiva e produtividade.
2.5 Aprendizagem
A aprendizagem está relacionada com a revisão de experiências com sucessos e falhas, criação de ambientes organizacionais propícios à criação do conhecimento com o objetivo de aprender como melhor gerenciar o processo e captar os conhecimentos essenciais aos negócios através das experiências ocorridas, combinando-as com o aprimoramento continuado com estratégia de gestão.

Campanha do governo da China pode deixar o país sem Skype


Segundo jornal, autoridades querem acabar com 'chamadas ilegais' pela web.
Medidas afetariam empresas multinacionais como a UUCall e Alicall.

Uma campanha do governo chinês contra o que denomina "chamadas ilegais pela internet" ameaça serviços de telefonia VoIP, pela web, entre eles o Skype, informou a imprensa do país.

Segundo o diário "South China Morning Post", o Ministério de Indústria e Tecnologia da Informação tornou pública uma campanha contra esse tipo de chamadas, assinalando que elas se proliferam.

A nota ministerial não dá exemplos das empresas nem que castigos poderiam receber, mas fontes da instituição indicaram que em teoria só as três companhias telefônicas estatais (China Telecom, China Mobile e China Unicom) estão autorizadas a prestar serviços VoIP.

Segundo o diário, se a advertência do Ministério for aplicada com rigor, centenas de milhares de usuários e dezenas de empresas seriam afetadas, já que não dispõem da licença solicitada pelo governo.

O fato de o setor de telecomunicações ser considerado estratégico pelo governo chinês levanta ainda mais dúvidas sobre a permanência de companhias multinacionais como Skype, UUCall e Alicall, entre outras.

Os analistas calculam que na China, o maior mercado de internet do mundo, com 450 milhões de usuários, mais de 20 milhões de pessoas utilizam os serviços de telefonia VoIP.

Usuários de iPhone e iPad processam Apple por invasão de privacidade

Segundo consumidores, aplicativos repassavam informações pessoais.
Dados incluiam hábitos de navegação de usuários, de acordo com processo.

Reuters

iPhone - Steve JobsApple, de Steve Jobs, sofre processo coletivo
nos Estados Unidos. (Foto: AP)

Um grupo de usuários do iPhone e do iPad entrou com processo contra a Apple alegando que certos aplicativos repassavam informações pessoais a anunciantes sem consentimento prévio, de acordo com documentos judiciais.

No processo que busca enquadramento como causa coletiva, apresentado a um tribunal federal na Califórnia, os usuários solicitam que seja proibido repassar informações sobre eles sem seu consentimento e sem remuneração.

Além da Apple, fabricantes de aplicativos populares como Textplus4, Paper Toss, Weather Channel, Dictionary.com, Talking Tom Cat e Pumpkin Maker também foram apontados como réus no processo.

"Nenhum dos acusados informou devidamente os queixosos quanto às suas práticas, e nenhum obteve o consentimento deles para essas ações", afirma a petição apresentada em 23 de dezembro.

O número único de identificação que a Apple designa para seus aparelhos se tornou um recurso atraente para anunciantes externos que desejem rastrear de maneira confiável as atividades online dos usuários de aparelhos móveis, segundo o processo.

Em abril, a Apple alterou seu contrato padrão com criadores de aplicativos, proibindo o envio de informações a terceiros, com exceção daquelas consideradas diretamente necessárias à funcionalidade dos programas.

No entanto, o processo alega que a Apple não tomou medidas para implementar essa mudança na prática ou fiscalizá-la de maneira significativa, em decorrência de críticas dos grupos publicitários.

No mês passado, o Facebook anunciou que alguns de seus aplicativos violavam as normas do serviço de redes sociais quanto à transmissão de informações sobre os usuários, e prometeu resolver o problema.

Em 16 de dezembro, um grupo de trabalho de política de Internet, do Departamento de Comércio norte-americano, afirmou em relatório que criaria uma divisão de proteção da privacidade e desenvolveria um código de adesão voluntária para as empresas de dados e os anunciantes que rastreiam o comportamento de usuários da Internet.

Robôs substituem professores em salas de aula da Coreia do Sul

Projeto piloto levou 29 robôs para ensinar inglês a jovens.
Robôs são controlados remotamente por professores humanos.

Uma cidade da Coreia do Sul está testando o uso de robôs em salas de aula. O projeto piloto levou 29 robôs que medem 1 metro de altura para ensinar inglês a jovens. Os robôs são controlados remotamente por professores que ficam nas Filipinas.

Robôs substituem professores em salas de aula da Coreia do SulRobôs ensinam inglês a crianças em cidade da Coreia do Sul.

Como os robôs dispõem de uma TV que exibe o rosto de uma mulher, câmeras detectam as expressões faciais dos professores e as refletem nesse rosto. Além disso, os professores conseguem ver e ouvir os estudantes por meio de um sistema remoto.

Além da leitura de livros, os robôs usam um software pré-programado para cantar músicas e jogar games com os alunos. Segundo uma porta-voz da Secretaria de Educação da cidade, os robôs ainda estão sendo testados, mas o governo estuda contratá-los por um período maior.

“Ter os robôs em sala de aula deixa os alunos mais participativos, especialmente os tímidos que têm medo de falar”, explicou a porta-voz. Ela também afirmou que a ideia não é substituir os professores humanos, e, sim, atualizar o sistema de ensino e dar aos alunos formas mais interessantes de aprendizado.

Vírus cria janela com formato de iPad para roubar senha bancária

Praga brasileira tenta convencer usuário a fornecer dados.
Programa malicioso chega por e-mail.

Especialistas da GAS Tecnologia, que produz ferramentas de segurança para bancos na internet, encontraram um vírus brasileiro que, ao ser executado, abre uma página falsa do Banco Bradesco para roubar os dados bancários dos internautas. Usuários que abrirem um e-mail falso oferecendo o “IPAD TABLE PC” (grafia dos criminosos) terão a janela aberta em seu PC, solicitando os dados.

Janela falsa tem moldura e barra superior imitando o tablet da Apple.Janela falsa tem moldura e barra superior imitando o tablet da Apple.

O banco informou que não envia esse tipo de e-mail. “O Bradesco em hipótese alguma solicita números da agência, conta-corrente ou poupança, senhas, números de Cartão de Crédito, Certificado Digital, atualização de cadastro ou qualquer outro tipo de informação pessoal, por e-mail”. A instituição disse ainda que só envia e-mails aos clientes que solicitarem o serviço e que, mesmo assim, não envia nenhum tipo de link, sendo o cliente obrigado a visitar manualmente o site do Bradesco e procurar o serviço informado.

Segundo Juliano Vieira, da GAS Tecnologia, não há nada de especial no ataque para que o mesmo ocorra apenas contra o Bradesco e, se tiver êxito, outros bancos podem ser alvos do mesmo golpe. “Pelo fato de a moldura do iPad ser apenas um navegador, como o Internet Explorer, ele pode abrir qualquer site, inclusive páginas falsas de bancos. Basta apenas o criminoso alterar a página que será aberta no falso navegador para a página do banco que deseja roubar”, explica.

Viera acredita que o uso do iPad segue a tendência de uso de temas populares por parte dos golpistas com o intuito de despertar a curiosidade das possíveis vítimas. “É bem como acontece com outros eventos que se tornam populares no dia-a-dia”.

O especialista citou o exemplo da Copa do Mundo, que virou tema de golpes em 2010. Outros temas de grande repercussão usados por criminosos brasileiros foram o caso do goleiro Bruno, a gripe suína e as eleições.

Atualização permite empréstimo de livros digitais pelo Kindle

Sistema havia sido prometido pela Amazon no final de outubro.
Livro emprestado pode ser visto no PC, sem usar aparelho da Amazon.


Novo Kindle será entregue a partir de 27 de agosto.Amazon anuncia sistema de empréstimo de livros
para o Kindle.

A Amazon liberou nesta quinta-feira (30) a atualização que elimina, enfim, uma das maiores desvantagens do leitor de livros digitais Kindle na comparação com as publicações impressas: a partir de agora é possível emprestar livros do Kindle para outras pessoas.

Não é necessário que a pessoa que receberá o empréstimo tenha um Kindle. É possível ler o livro emprestado no computador (Mac ou PC) ou em aparelhos como iPad e iPhone, que possuem software capaz de exibir o conteúdo das publicações digitais.

De acordo com a Amazon, cada livro só poderá ser emprestado uma vez, por um período de 14 dias. Durante este tempo, o comprador original não poderá acessar o conteúdo em seu Kindle.

Apenas alguns títulos terão esta função liberada, no entanto. Cabe à editora decidir se o livro poderá ou não ser emprestado.

A Amazon anunciou ainda que planeja expandir seu sistema de venda de jornais e revistas em formato digital. Atualmente, só é possível acessar o conteúdo de assinaturas - ou de edições avulsas - no aparelho vendido pela livraria.

Em breve, publicações como o "The New York Times" e o jornal brasileiro "O Globo" poderão ser lidas também nas versões do Kindle para PCs, Mac e telefones celular, como o iPhone.

Desafios do governo Dilma:

inclusão digital

Presidente eleita prometeu levar banda larga a 75% das casas do país.
Série do G1 analisa os principais desafios do próximo governo federal.

Frequentadores de lanhouse na comunidade Dona Marta, no Rio de Janeiro

O número de pessoas que acessaram a internet no Brasil aumentou em 12 milhões em um ano. Foram 67,9 milhões de brasileiros de 10 anos ou mais que declararam ter usado o recurso em 2009, crescimento de 21,5% em relação ao ano anterior.

Apesar dos avanços, não são poucos os obstáculos no país à inclusão digital, como as desigualdades regionais no acesso e o alto preço da banda larga no país – tarefas pendentes para a gestão da nova presidente, Dilma Rousseff (PT).

Dilma prometeu levar banda larga a 75% do país até 2014, por meio de ação iniciada no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Uma das principais medidas do PNBL é a reativação da estatal Telebrás, para aproveitamento de redes ociosas de fibra ótica da União e venda de conexão barata a provedores associados. O governo quer que as empresas ofereçam conexão de até 512 Kbps por até R$ 35.

No entanto, para Rodrigo Baggio, fundador e diretor-executivo do Comitê para a Democratização da Informática (CDI), não basta proporcionar apenas acesso, mas também capacitação.
“É preciso dar treinamento para que a população utilize a web de forma qualitativa, para também produzir e gerar conhecimento”, afirma.

Desafio que inclui, avalia Baggio, o fortalecimento das lan houses como espaços sociais de educação e troca de experiências, e não apenas de compra e venda de acesso. A estimativa do CDI é que existam 110 mil desses centros no país.

Em 2009, as lan houses foram o segundo local de acesso mais citado pelos internautas no país, com 45% das menções, atrás apenas do domicílio, com 48%, apontou a Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC Domicílios).

Entre ações que podem ajudar o setor, Baggio cita incentivos fiscais para formalização das lan houses e a derrubada de leis que prejudicam o negócio, como uma norma aprovada em Natal (RN) que proibia a instalação dos centros a menos de 500 metros de escolas.

“É preciso trazer as lan houses para a legalidade. Como um empreendimento ilegal pode captar recursos?”, reforça o coro Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br).

Custo da banda larga
De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o gasto médio com banda larga no Brasil custava em 2009, proporcionalmente, 4,58% da renda mensal per capita. Na Rússia, por exemplo, esse índice era de 1,68%, e em países desenvolvidos fica em torno de 0,5%, quase dez vezes inferior ao do Brasil.

O Ipea relaciona a baixa densidade do acesso à banda larga no Brasil ao alto preço do serviço, o qual pode ser atribuído a três fatores: baixo nível de competição, elevada carga tributária e baixa renda da população.

As empresas do setor, contudo, contestam as conclusões do Ipea.

Estudo do SindiTelebrasil (sindicato que reúne as operadoras de telefonia) afirma que a principal barreira para o crescimento do acesso no país não é o preço do serviço, mas o preço do computador. O procurou, sem sucesso, ouvir representantes do SindiTelebrasil.

Liberação do Fust
É consenso entre os especialistas consultados pela reportagem que o próximo governo deve trabalhar pela utilização do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) na massificação da internet de banda larga no país.

Cobrado na conta de cada consumidor de serviços de telefonia, o Fust já arrecadou R$ 8,6 bilhões de 2001 a 2009. Como não foi regulamentado e tem poucas possibilidade de uso, vem sendo empregado sistematicamente para compor o superávit primário do governo (economia para pagamento de juros).

“O Fust é um caixa de bilhões de reais que nunca foi usado. Parte irrelevante dos recursos foi usada em ações periféricas e que não tentaram resolver o problema”, afirma Sílvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar).

É preciso discutir um modelo para viabilizar pequenos provedores em localidades distantes"
Alexandre Barbosa
gerente do Cetic.br

Atuação da Telebrás é contestada
Para fazer avançar o PNBL, o governo terá ainda que solucionar um impasse com o setor privado, que questiona a atuação da Telebrás como operadora única do plano. Em novembro, o SindiTelebrasil entrou na Justiça questionando a centralidade da Telebrás no processo, alegando descumprimento de princípios de concorrência.

"A Telebrás já é realidade. É preciso agora discutir um modelo para viabilizar pequenos provedores em localidades distantes", avalia Alexandre Barbosa, do Cetic.br.

Para Cláudio Prado, presidente do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, a entrada da Telebrás deve ajudar a baixar os preços da banda larga, a exemplo da queda registrada nos preços de PCs após o início do programa Computador para Todos, do governo federal.

Baggio, do CDI, defende que o governo trabalhe para tornar eficiente a ação da Telebrás. "Para que não se torne mais um 'cabide de empregos' e palco para corrupção", diz.