Objetivo é fazer com que as crianças só usem esses aparelhos quando necessário.
Iniciativa solicitará aos fabricantes celulares mais simples, sem acesso à web.
Os jovens japoneses estão se tornando tão viciados em celulares com acesso à internet que o governo iniciou uma campanha para alertar os pais e escolas a limitar o uso desses aparelhos entre as crianças. O objetivo é fazer com que os menores só usem seus celulares quando realmente necessário e sejam proibidos de acessar informações “prejudiciais”, que tenham influência negativa sobre eles.
O governo está preocupado com o fato de jovens estudantes passarem tantas horas conectados via celular, trocando e-mails e sofrendo outros efeitos negativos de seu uso abusivo, afirmou Masaharu Kuba, oficial do governo responsável pela iniciativa. “Os pais dão celular para seus filhos sem pensarem muito sobre o assunto. No Japão, eles se tornaram brinquedos caros.”
As recomendações para limitar o uso dos celulares foram feitas por uma comissão de educadores e aprovadas nesta semana pela administração do primeiro-ministro Yasuo Fukuda. A comissão também solicitará aos fabricantes japoneses que façam telefones apenas com as funções de fazer e receber chamadas, além de conter um GPS -- este último item para dar segurança às crianças.
Cerca de 60% dos japoneses na faixa etária dos 12 anos têm telefones celulares, diz o ministério da educação. Entre os jovens com 15 anos, esse valor sobe para 90%. A maioria desses aparelhos faz parte da terceira geração, com acesso a serviços de internet, e o governo acredita que o conteúdo disponível deveria ser “filtrado”, para proteger os mais jovens de informações inadequadas.
A força dessa tecnologia é tanta entre os jovens no Japão, que existe inclusive a “regra dos 30 minutos”. Segundo ela, a criança que não responder um e-mail de seus amigos nesse período entrará na mira das brincadeirinhas maldosas do grupo. Outros jovens já se tornaram vítimas de crimes cometidos por seus próprios amigos via internet. Em um caso, crianças mandaram suas fotos para um site e depois foram chantageadas com pedidos de dinheiro.
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